quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Brutal


Texto recente e inédito do premiado autor paranaense Mário Bortolotto, atualmente radicado em São Paulo, Brutal chegou ao Rio de Janeiro sob a direção de Paulo Hamilton, um dos integrantes da renomada Cia. Atores de Laura. O espetáculo também marcou a estréia profissional de Paulo Hamilton na direção teatral.

Brutal narra a história de um delegado de polícia que vai à procura da verdade diante de um crime brutal, cometido pelos fanáticos religiosos da “Legião Amor”. Os jovens integrantes dessa seita são pessoas vazias, apáticas, que seguem incondicionalmente os mandamentos de Estevão, um homem de carisma inegável, que prega a segregação racial e o amor livre entre os seus fiéis seguidores. Além de Estevão (Flávio Pardal), a “Legião” é formada por Laís (Gisela de Castro), sua mulher e braço direito; Trolha (Gláucio Gomes), seu leão-de-chácara; Bimba (Verônica Reis), uma garota de programa; Glória (Morena Cattoni), uma ingênua frentista de posto de gasolina; Toy (Lívia Barros), uma adolescente rebelde, e Sol (Mel Lisboa), uma hippie que está grávida de um negro.

Como em muitas peças de Bortolotto, Brutal desperta a crítica do público sobre a condição humana, as relações estabelecidas num mundo caótico, a solidão e as neuroses de cada um. O texto nos mostra a que ponto as pessoas podem chegar : gente vazia pode ser muito perigosa.

O espetáculo ficou em cartaz de junho a novembro de 2003 no Teatro Miguel Falabella, acumulando neste período um público de mais de 6.500 espectadores.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Trabalho


Quase 90% dos jovens de 16 e 17 anos que estavam trabalhando como empregados ou trabalhadores domésticos em 2007 não tinham carteira de trabalho assinada, sendo que 46,6% deles cumpriram jornada de 40 horas semanais ou mais. Na comparação com 2006, o número de trabalhadores formais caiu de 21% para 12,6%, uma redução de 8,4 ponto percentual. Os dados fazem parte da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgada nesta quinta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e engordam as estatísticas da exploração infantil no Brasil.



A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de trabalho para menores de 14 anos. O trabalho a partir dos 14 anos é permitido apenas na condição de aprendiz, em atividade relacionada à qualificação profissional. E acima dos 16 anos o trabalho é autorizado desde que não seja no período da noite, em condição de perigo ou insalubridade e desde que não atrapalhe a jornada escolar. No entanto, se o jovem com mais de 16 anos não tiver carteira assinada ou estiver em situação precária, ele entra nos números de trabalho infantil e ilegal. Leia tambémTrabalho infantil cai pouco e ainda há 1,2 milhão de crianças exploradas.



Portanto, apesar do IBGE apresentar os dados relativos ao trabalho infantil dentro da faixa de 5 a 17 anos, é preciso considerá-los dentro das divisões por grupos de idade e situá-los nas determinações da legislação brasileira.



A PNAD aponta, por exemplo, uma queda na proporção de trabalhadores de 5 a 17 anos (de 11,5% para 10,8%) na comparação entre 2006 e 2007, o que é um indicador positivo da situação da exploração infantil no Brasil. Mas na faixa dos 16 a 17 anos não houve qualquer aumento no número de ocupados e isso demonstra que cerca de 65% dos jovens prontos para começar a carreira profissional não estão trabalhando.



O gerente do Programa Internacional para Erradicação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, ressalta que "se o adolescente tem idade para trabalhar e está apto para isso, é dever do Estado promover a inserção dele no mercado de trabalho de forma protegida". O que não vem acontecendo de forma eficaz. InfográficosVeja a evolução dos principais indicadores da Pnad nos últimos anos Os domicílios brasileiros, a infra-estrutura básica e os bens de consumo.



Além de forte presença de jovens de 14 a 17 anos no mercado informal, vale destacar que nesta faixa etária a diferença entre ocupados (74,9%) e não-ocupados (88,9%) que vão à escola é mais significativa que entre os mais novos e evidencia o reflexo negativo do trabalho abusivo na educação. Como sociedade pode se organizar para acabar com o trabalho infantil?Apesar da queda de 4,5% no número de trabalhadores infantis, ainda 1,2 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 13 anos são vítimas de exploração no Brasil, segundo o levantamendo do Pnad para o ano de 2007.

O jovem trabalhadorDos sete milhões de adolescentes brasileiros com idade para ser aprendiz, apenas 18% estava trabalhando, sendo cerca de 40% deles em atividades agrícolas e/ou sem remuneração. E 34,5% deles trabalhava de 15 a 24 horas na semana. A maioria era de jovens negros ou pardos (60,9%), do sexo masculino (67,7%) e que vinham de famílias que ganhavam em média cerca de R$ 275 per capita por mês.



Já entre os mais velhos, a predominância é de jovens morando em áreas urbanas (80,9%) e trabalhando em atividades não-agrícolas (72,9%). A proporção de trabalho não-remunerado cai para 21,3% na faixa de 16 e 17 anos e a renda familiar sobe para em média R$ 352 per capita por mês. A média de horas trabalhadas na semana passa de 40 horas ou mais. E os negros e pardos (55,4%) do sexo masculino (63,5%) ainda eram maioria, mas em uma proporção menor.

domingo, 15 de novembro de 2009

Herdeiro da Pampa Pobre

Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matizes?

Passam às mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matizes?

Passam às mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Herdei um campo onde o patrão é rei
Tendo poderes sobre o pão e as águas
Onde esquecido vive o peão sem leis
De pés descalços cabresteando mágoas

O que hoje herdo da minha grei chirua
É um desafio que a minha idade afronta
Pois me deixaram com a guaiaca nua
Pra pagar uma porção de contas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai




Engenheiros do Hawaii
Composição: Gaucho da Fronteira - Vaine Darde

domingo, 8 de novembro de 2009

olá....

Olá.. como está as coisas por ai ..pessoal!!?
Quanta saudade..hj to so passando p/ dar uma olhadinha..logologo vou postar as fotos que tenho tirado..
Beijos p/ todos os amigos...seguidores e p aqueles que so olham..kkkkkk

te mais...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SAINDO DE FERIAS...

Uma parte, um pedaço, um tanto da história... Em especial para meus queridos familiares e amigos será onde contarei algumas coisas sobre os meses que passarei fora, as historias... acontecimentos engraçados ou não, mas felizes... Amo muito vocês e levo comigo a parte de cada um sempre... em meu coração! Para vocês que são especiais está será nossa forma de comunicação para os meses seguintes... Espero atualizar o máximo possível...
do mais.. bom final de ano a todos....

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A PROFESSORA..

Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando.
Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava. A menina respondeu:
- Estou desenhando Deus.
A professora parou e disse:
- Mas ninguém sabe como é Deus.
Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:
- Saberão dentro de um minuto